sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Baile de Máscaras

E como sempre tem sido nessa vida, temos que viver escondendo tudo de todos.
Os dias nos exigem diferentes tonalidades constantemente...
É sempre muito complicado ser muitos e ser um. Sempre ao mesmo tempo....
Sem carregar uma dose de culpa e cansaço....

Mas com você eu sei que posso ser quem eu quiser, sem ser culpado por isso.
Posso ser o palhaço que com estripulias te faz gargalhar...
Posso ser a bailarina que te mostra a leveza da vida...
Ou até mesmo o político que discursa sobre a importância disso ou daquilo,
Ou o filósofo que busca conhecimento e entendimento em tudo.... e em nada....

Desses todos, eu sei principalmente que posso ser o mais importante.
Posso ser eu mesmo... Com meus defeitos.... meus medos.... meus traumas....
E ainda assim olhar nos teus olhos e ver o reflexo do nosso longínquo caminho,
a ser traçado com o bem-estar de um sentimento que floresce cada dia mais...
Bem-vinda ao meu baile. Por favor, retire a sua máscara. Dancemos pois.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vamos Dançar!

Você é linda e doce.
Como um vento fresco numa montanha pela manhã.
Você me refresca a pele.... e acaricia meus sonhos.
Com você eu sinto meu corpo todo querendo se mover. E representar a vida. E rejuvenecer de fora pra dentro.
Porque tudo precisa de tempo pra germinar.
Tão pequena como uma pétala de lírio, você é grande pelo tanto de sensações que gera em mim.
A porta está aberta.
Você já é muito bem-vinda.

sábado, 29 de outubro de 2011

Sem entender!

E ela teve seu coração despedaçado por ele. Ali, naquele lugar, aos 19 anos de idade, se deixou levar por um sentimento por um carinha um pouco mais velho. Ele, não tinha a pretensão de magoar ninguém. Jamais seria capaz de fazer mal a uma formiga. Mas, aconteceu. Ela de um lado, ele do outro. Partiram então em direções opostas. Depois de muito tempo se reencontram. Conversam sobre a vida, colocam o papo em dia. Reacendem aquela paixão que estava adormecida. Ele se vê esperançoso novamente. Aproveitam um pouco da noite juntos, mas ela, ela ainda guarda rancor do que ele a fez passar. Decide se vingar. Daquele jeito que só as mulheres sabem fazer. Demonstra um apreço imenso, um desejo louco. Mas na hora que a roupa está queimando, quando o mundo todo está preto à sua volta, decide que é melhor parar. Que não devem se ver mais. Que o tempo deles já passou. Despede-se dele com um beijo no rosto, vira as costas e vai embora. Louca de vontade, mas com um sorriso macabro nos lábios. Com certeza vai se lembrar disso eternamente. O dia em que esteve com o desejo de quem a fez sofrer nas mãos e jogou esgoto a baixo. Ele não entende nada e fica assim. No silêncio. Esperando que tenha valido a pena pra ela.

domingo, 18 de julho de 2010

Balance

Eu prefiro o preto,
Voce prefere o branco.
Mas ambos gostamos do laranja.

Eu falo.
Voce ouve.
assim conversamos.

Eu te trago o sim
Você me mostra o não.
Ficamos com o talvez.

Eu saboreio o escuro.
Você escolhe a claridade.
Nos vemos na penumbra.

Eu procuro.
Você acha.
A vida nos encontrou.

Será que não pode ser assim?
Será que o mundo é feito de tudo ou nada?
Será possível construir um sonho-real?

Eu sinto muito.
Você pouco demonstra.
Ali na frente vejo paz.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

... ...

Vazio de nada....
Minhas palavras estão vazias.... de mim.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Vamo gritá?

Não sei se devo aprender a me calar mais ou a falar mais.... Acho que o silêncio pode ser um grande companheiro de viagem, mas é preciso quebrá-lo de quando em quando. E as vezes é a potência dele mesmo que sobressai perante todos os outros ruídos a nossa volta... Vozes alegres cantando, uma sirene de ambulância la longe, o uivo do vento no topo do morro..... Mas, o silêncio.... o silêncio as vezes é um tapa no ouvido.... ensurdecedor....
Não que ele seja ruim o tempo todo.... Muitas das vezes ele é extremamente precioso.... O problema começa qndo não se quer tal companhia. Como escapar de tal força? Você acorda, e ele está lá. Você vai ao banco, fala com a senhora com olhar vazio e dentes amarelados do caixa, mas ele continua lá. Compra algumas frutas frescas na feira, e ele sempre ao seu lado. Cumprimenta o porteiro do seu prédio que está sempre ouvindo um radinho de pilha, mas ele, o silêncio, abafa a resposta do Severino. "Bom dia, Severino." Em resposta: "blablabla" = silêncio.
E o que mais tem me espantado é que muita gente vive assim porque quer mesmo. A grande maioria das pessoas que carregam esse pesado amigo no bolso, preferem que assim o seja.
Não saberia dizer o porquê, necessariamente. Talvez por medo de não ouvir aquilo que se desejaria ouvir. Talvez o silêncio seja a melhor alternativa para essas pessoas. Nietzsche as chamaria de fracas. Eu não sei dizer que nome lhes caberia. Mas ambos concordamos que calar-se assim é lutar contra sua própria natureza. É lutar contra sua própria força de expressão. Abafar os impulsos é tarefa trabalhosa. E muitas das vezes não vale a pena.
Por isso me atenho a ficar com o silêncio apenas nas horas em que ele é confortável e bem-vindo. Se é pra me arrepender, que seja ao menos por ter sido eu mesmo. Coisa que acontece com muito mais frequencia do que se gostaria. Mas fazer o que, assim é a vida. Assim se caminha pra frente.


Não que ficar parado seja de todo ruim....

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sorrisos Leves =)

Eu olho por aí e eu vejo. Vejo rostos bonitos, muito bonitos. Vejo dentes... sorrisos
graciosos, a sorrir uma vida íntima rejeitada. O que será que eles querem dizer?
Na verdade a pergunta que me faço (infelizmente) é outra. Me pergunto(com próclise mesmo!)
Se é só isso mesmo que querem dizer. Isso quando DIZEM de fato alguma coisa. É impactante
como cria-se uma prisão de sensações, de pensamentos, de signos-subjetivos em troca de uma
(Não sei inventada por quem) originalidade de "ser".
Ser original, autêntico, único. E assim, nega-se o próprio "original", o "autêntico" e o "único"
que existe de fato em "ser". É preciso negar-se a si mesmo, contradizer a natureza para alcançar
um nobre almejado 'status'.
Ora, se é preciso negar o corpo, o físico para se alcançar o ideal da supremacia da vida, que é
não-material, incorpóreo(seria assim, intocável?) não se estaria assim lutando por algo talvez
inalcansável? Talvez a beleza disso tudo esteja na utopia. "Lute mas não conquiste!" Quase eclesiástico isso.
Por ter aversão à hipocrisia, o homem ele próprio é o maior e melhor dos hipócritas.
"Eu não tenho medo de escuro" é a frase que mais ricocheteia nos vastos campos da mente de alguém
que não consegue sequer raciocinar na ausência de luminosidade.
O que é belo de verdade, aquilo que quer ser apreciado e almejado é algo que não se pode nem a menos
chegar perto. Para ser feliz é preciso não saber sequer o hálito que a felicidade tem.
Talvez depois de morrer. Ou quando essa inflamação no estômago passar. Talvez seja essa
constante dor de cabeça. Seja lá o que for, vai sempre existir algo para te fazer enxergar a
felicidade mas nunca alcançá-la. É o âmbito da esperança. E seguindo um "quê" de lógica, isso vai ser sempre assim, quando não a cabeça, o estômago, quando não o estômago o dedinho do pé esquerdo, Quando não isso, aquilo.
Ora, onde, necessariamente, está a venda que foi posta perante a imagem-do-homem? Será em seus olhos?
Ou a uma polegada a frente deles? Ou talvez duas?
O que se está negando de fato? Seria a realidade subjetiva? Mas em troca de que?
Por que será que a coisa-comum(descomunificada como disfarce) torna-se mais atraente do que aquilo que pode e deveria ser o rosto próprio de cada um de nós?
Você sabe? eu sei?